Sinais de psicopatia na infância
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Sinais de psicopatia na infância: crianças que nascem más podem ser controladas

Quanto antes os pais notarem os sinais, mais fácil será de iniciar as estratégias de controle

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Hoje em dia o termo psicopata não é mais utilizado. No caso de adultos, é chamado de personalidade antissocial. No caso das crianças é denominado transtorno de conduta. Em todos os casos, é uma condição que já vem do nascimento, pois trata-se de uma falha nos circuitos cerebrais que levam à incapacidade de sentir empatia e remorso.

No entanto, no caso de uma criança com o transtorno de conduta, o meio social e familiar pode sim incentivar o desenvolvimento dessa condição. Então, são dois fatores que levam ao desenvolvimento de um comportamento “psicopata” nas crianças: o fator que já vem do nascimento e o estímulo familiar, ainda que inconsciente por parte dos pais, irmãos, avós, cuidadores e afins.

Sinais de que uma criança tem transtorno de conduta

Agora, como identificar se uma criança tem mesmo o transtorno de conduta? De acordo com o psiquiatra Fábio Barbirato, em uma entrevista concedida à revista GALILEU, as crianças que nascem com esse transtorno começam a apresentar os sinais por volta dos 5 anos.

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É nessa idade que se formam as áreas do cérebro ligadas ao comportamento inibitório. Ou seja, é a partir dessa idade que a criança aprende a diferenciar o certo do errado, percebe que, se machucar alguém, vai causar dor e sofrimento. Ela é capaz de se colocar no lugar do outro e inibir um comportamento maldoso.

Mas, na criança com o transtorno, essa capacidade precisa ser desenvolvida com apoio médico e familiar, pois a criança não desenvolve a empatia e o remorso que a permitem chegar sozinha a essas conclusões. No entanto, ela pode sentir prazer em fazer o mal e não medir esforços para conseguir o que deseja. Assim, ela poderá agir das seguintes formas:

  • Roubar coisas de outras pessoas ou lugares;
  • Bater e morder coleguinhas, cuidando para que ninguém veja;
  • Manipular adultos para conseguir o que quer ou para irritá-los;
  • Agir de forma sedutora para colocar uma situação a seu favor;
  • Planejar seus atos para não ser descoberta cometendo algo errado;
  • Torturar e matar animais;
  • Maltratar crianças mais novas e indefesas;
  • Não reagir a castigos, repetindo as atitudes maldosas;
  • Agir sem compaixão;
  • Mentir para se sentir dominante;
  • Colocar pessoas em perigo para evitar um castigo.

Nem toda criança levada tem transtorno de conduta

Atenção, pois não se deve julgar uma criança que faz travessuras como uma criança “psicopata”. Da mesma forma, nem toda criança que nasceu com o transtorno vai agir de forma agressiva e praticar o mal em todas as suas formas, como as atitudes descritas no tópico anterior. Apenas um psicólogo ou médico psiquiatra pode chegar ao diagnóstico.

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A família e o círculo social podem incentivar o desenvolvimento do transtorno

No entanto, algo muito importante de saber é que o transtorno pode ser incentivado pelo meio social e familiar da criança. Por exemplo, se os pais costumam castigar essa criança de forma agressiva, com surras, xingamentos ou isolamento, a tendência é que essa criança se revolte e queira fazer com que os outros sofram, já que ela também sofreu. O mesmo vale para crianças que sofrem abuso em casa e que vivem em um ambiente familiar desestruturado.

A criança com o transtorno de conduta não é capaz de processar emoções, pois essa parte do seu cérebro é inoperante. Mas, ela é muito inteligente e sabe diferenciar os sentimentos com base no comportamento das pessoas ao seu redor.

Então, é possível que seus pais consigam ensiná-la, com o apoio de um profissional especializado e com bons exemplos, quais são os comportamentos inaceitáveis que ela não pode ter, e quais são esperados que ela tenha para viver livre na sociedade, sem ser punida.

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O que fazer ao notar os primeiros sintomas?

Os pais conseguem notar quando seu filho está apresentando um comportamento maldoso, se quiserem prestar atenção nisso. Ao notar os primeiros sinais, é essencial que levem a criança a um psicólogo ou psiquiatra, o quanto antes.

Como já foi dito, a partir dos 5 anos a criança começa a perceber o que é certo e errado, e assim vai apresentar os primeiros sinais, e isso pode acontecer mesmo se ela for criada por pais amorosos e respeitosos.

Mas, mesmo assim, é importante que ela seja levada a um especialista para que os pais recebam as orientações de como devem começar a agir para ajudar seu filho a entender o que ele tem, a perceber que ele não deve causar sofrimento aos outros e que é possível mudar seu comportamento evitar muitos danos futuros.

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Os professores e pais de amigos dessa criança também devem ser orientados sobre o que é esse transtorno e o que eles podem fazer para ajudar a guiar essa criança por um caminho longe da maldade que já nasceu com ela. Quanto mais pessoas estiverem cercando essa criança com muito amor, maiores são as chances de ela crescer sem causar problemas.

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