Como encarar a sexualidade na terceira idade
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Como encarar a sexualidade na terceira idade

Sua vida sexual não precisa parar só porque todas as pessoas dizem que é melhor

Ao contrário do que se pensava antigamente, pessoas na melhor idade tem, sim, desejo sexual, estando acompanhadas ou não. Com tantas mudanças ao longo do tempo, o que era considerado tabu é visto hoje como deveria ser: natural. É assim com a sexualidade na terceira idade. Veja o que os especialistas têm a falar sobre isso.

Sexo na melhor idade

Primeiro de tudo, é importante entender que a sexualidade não necessariamente envolve sexo. De acordo com o Ministério da Saúde, “ela não se restringe ao ato sexual em si, mas também compreende o tom de voz, beijo, toque, cheiro, entre outras coisas. É plenamente possível que a pessoa idosa, como qualquer outro ser humano, vivencie a sexualidade como uma importante dimensão da sua vida”.

Um estudo realizado em 2011 mostrou que, entre os adultos pesquisados, mais de 70% tinha uma vida sexual ativa quando abaixo dos 60 anos. Porém, quando se tratava de pessoas acima dessa faixa, o índice caía para cerca de 50%. Além disso, mostrou também que as mulheres eram as mais afetadas, assim como as pessoas que sofriam com alguma doença crônica.

Alterações no corpo e na mente

Para pessoas maduras, o sexo deixou de ser uma questão de quantidade para qualidade. Isso porque corpo e mente estão mais conectados e muitos estereótipos já foram testados e refutados. A sexualidade se torna mais segura para uma parte e ainda um tabu para outra, sendo importante compreender que ela é, não somente normal, mas até necessária.

Mas sim, é verdade que o corpo passa por mudanças importantes que afetam o sexo. A mulher, depois dos 60, tende a ficar com a região vaginal mais estreita, com a pele menos elástica e talvez ressecada. Consequentemente, ela pode sentir dor durante o ato. Uma possível solução é usar lubrificantes e preservativos mais lubrificados.

Por outro lado, o homem também sente diferenças durante a ereção, que dura menos tempo. Pode também sofrer com disfunção erétil — que tem tratamento. Existem também doenças e condições que podem afetar o desejo de ambos os parceiros, como por exemplo:

  • Alterações hormonais;
  • Diabetes;
  • Artrite;
  • Dores crônicas;
  • Demências;
  • Doenças cardíacas;
  • Incontinência;
  • Depressão e outras.

Segurança sempre

Como ter uma sexualidade saudável depois dos 60
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Não é porque as relações estão mais estáveis que se deve descuidar com a segurança. O uso de preservativo durante o sexo é fundamental para evitar problemas maiores. De acordo com o Ministério da Saúde, os casos de AIDS em pessoas com mais de 60 anos aumentou 81% entre 2006 e 2017.

Se prevenir é fundamental e para isso servem os preservativos. Para que ele tenha maior eficiência, é fundamental que haja uma ereção completa antes de colocar. Se não tiver como ou não quiser parar para isso, basta usar a feminina. Muito simples de colocar, pode inclusive tornar tudo mais interessante para ambos, com o uso de lubrificantes.

Como ter uma sexualidade saudável depois dos 60

As regras são as mesmas para qualquer idade: comer bem, se exercitar, beber muita água e cuidar também da saúde mental. Estimule sua criatividade, veja os amigos, dance, cante… Aproveite a vida. Se tiver um parceiro fixo, façam atividades juntos e separados, mantendo a individualidade de cada um.

Lembre que o sexo não é somente a penetração. A intimidade — seja consigo ou com um parceiro — depende do estado de espírito, do olhar, dos cheiros, do toque. Permitam-se ser como são e aproveitar essa fase da melhor forma. E sim, também é certo não ter desejo! Cada pessoa tem sua forma de lidar com a sexualidade e todas são bem-vindas, desde que se esteja feliz com ela.

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