Você conhece alguém que sofre muito mais do que o normal no inverno? Pois saiba que isso pode indicar uma doença séria e muito pouco conhecida, o fenômeno de Raynaud. Entenda melhor o que é, seus sinais e quando deve ligar o alerta vermelho.
Fenômeno de Raynaud e o frio exagerado
De acordo com o departamento de reumatologia da Universidade de São Paulo (USP), essa doença é extremamente rara e gera uma resposta totalmente desproporcional ao frio. Ela gera uma constrição nos vasos sanguíneos, resultando em uma menor quantidade de sangue na pele, o que leva a uma falta de oxigenação, deixando-a mais fria e com menor capacidade de resposta à temperatura externa.
Sintomas
Os primeiros sintomas são as extremidades geladas, dada a menor quantidade de sangue que normalmente ocorre nelas. Além disso, o nariz, joelhos, orelhas, rosto ou qualquer parte sem agasalho também pode ficar muito fria. Outros sinais são o formigamento, arroxeamento da pele, além de certa palidez e pele fria.
Diagnóstico
Por ser extremamente rara e de causa menos conhecida, seu diagnóstico pode seguir alguns caminhos, a depender da escolha do médico. Primeiro de tudo, será feito o diagnóstico clínico, no qual se vai investigar o histórico do paciente e sua relação com o frio.
Não existe ainda nenhum exame laboratorial para determinar, mas há outras formas. Investigar como estão os vasos sanguíneos é fundamental, podendo também examinar como estão os capilares da base da unha, através de um exame chamado capilaroscopia.
Tratamento
O tratamento é essencialmente não medicamentoso, aconselhando sempre manter as extremidades aquecidas e evitar o frio. Além disso, deve evitar ou aprender a lidar com o estresse, com a ajuda de um profissional e técnicas avançadas.
É completamente contraindicado o uso de vasoconstritores. Além disso, “o uso de anti-histamínicos, derivados do ergot (tratamento da enxaqueca), narcóticos e alguns quimioterápicos deve ser evitado”, explicam especialistas da USP. Fumar também é prejudicial, assim como o uso de estrógenos, devendo sempre buscar a orientação do seu médico.
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