Manter viva a memória de um ente querido que faleceu é muito importante para ajudar algumas pessoas a passarem pelo luto. E uma forma bem criativa e muito acolhedora de fazer isso é transformando uma peça de roupa da pessoa em um lindo ursinho para ter sempre por perto.
Essa foi a ideia que surgiu para a artista Mary MacInnes, de 21 anos, que depois de alguns pedidos, criou o projeto Memory Bears (ursos de memória, em tradução livre).
Mary costura os ursinhos usando uma peça de roupa favorita da pessoa que faleceu, podendo também usar joias e cinzas. Na parte de trás do urso, ela faz um bolso para que sejam guardadas cartas e outras pequenas lembranças da pessoa querida.

Com apenas 16 anos de idade, Mary já se destacava como jovem empreendedora. Ela começou a estudar tecnologia da moda na Universidade Heriot-Watt, na Escócia, e trabalhou com costura na indústria de casamentos. Mas, um dia, ela criou um urso de memória para um amigo.

Então, a partir daquele momento, mais e mais pedidos começaram a chegar. Como ela mesma contou em uma entrevista para o Metro, “fiz minha primeira lembrança ser mantida há cinco anos como um favor a um amigo e fui constantemente solicitada a fazer mais, mas as rejeitei porque queria me concentrar na universidade e na carreira de noiva. Mais tarde eu cedi aos pedidos de ursos e, depois que carreguei fotos na minha página, ela explodiu — então, no momento, estou totalmente comprometida em fazê-los”.

“Recentemente, um homem de 37 anos me pediu para fazer 2 ursos para suas duas filhas com idades entre 10 e 12 anos antes do Natal. Ele insistiu em pagar integralmente e me deu 10 libras extras me pedindo para entregá-los às meninas. Ele tem câncer terminal e não vai ver o Natal. Chorei o tempo todo, cortei, costurei e entreguei esses dois ursinhos”, revelou ela.

“Adoro ver os rostos deles assumindo caráter e estou absolutamente amando a vida. Gosto muito de conhecer meus clientes quando eles colecionam ursos — 80% caem em lágrimas. Acho que é porque as roupas chegam como lembretes tristes do passado. Se uma nova vida é inspirada neles, eles se tornam algo muito mais aceitável para abraçar e conversar, e a resposta é que eles definitivamente podem ajudar o processo de luto”, acrescentou.

