trigêmeos idênticos
Crédito: Arquivo pessoal
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Com apenas 26 anos ela viveu a raridade de ter trigêmeos idênticos

Ter trigêmeos não é incomum, mas trigêmeos idênticos são 1 em 200 milhões de casos

A jovem Katie Craw, de apenas 26 anos, e seu marido Rob Ellis já tinham um filho, o pequeno Jacob, de 4 anos de idade. Eles queriam esperar que Jacob estivesse na escola para tentar o segundo filho, e então após 2 meses de tentativas, Katie engravidou.

Para ela, a gestação estava correndo normalmente, mas talvez ela tivesse errado as contas. Estava usando as mesmas roupas da gravidez de Jacob, que havia guardado, mas estavam mais apertadas do que deveriam.

O que o casal não imaginava era que o tempo da gestação estava correto, mas o tamanho da barriga é que estava muito maior. Isso porque Katie não estava esperando apenas um bebê, e sim, 3 pequenos homenzinhos que viriam ao mundo para dobrar o tamanho da família.

Ter trigêmeos não é assim tão incomum. Mas, trigêmeos idênticos, que são a divisão de um mesmo óvulo em 3 partes iguais, acontece 1 caso entre 200 milhões, e o jovem casal conseguiu essa proeza de forma natural.

A descoberta aconteceu quando Katie estava de 12 semanas e foi fazer um ultrassom. Assim que o ultrassonografista colocou o aparelho sobre a barriga de Katie, pediu que ela respirasse fundo.

A mãe pensou que receberia más notícias, mas o que ouviu foi que havia 3 corações batendo em seu ventre. Ela e o marido ficaram sem reação. Ao final do exame, Katie começou a chorar e Rob estava pálido. Mil questões começaram a surgir, junto com o medo de não terem condições de criar mais 3 filhos de uma só vez.

Ela disse que “quando descobri que estava grávida de três, pensei: não podemos comprar um carro grande ou uma casa maior. Era muito para absorver. Mas minha avó me disse que as coisas acontecem por uma razão e essas são as cartas que a vida me deu. E agora eles estão aqui, sinto que estou em uma bolha de felicidade”.

Até aquele momento após o ultrassom, os médicos ainda não sabiam sobre a raridade daquela gestação, pois não conseguiram identificar se eram trigêmeos idênticos mesmo. A princípio, achavam que era o mais comum: dois óvulos fecundados e um deles dividido em duas partes. Ou seja, dois dos meninos seriam idênticos e o outro poderia ter características diferentes.

Os médicos deixaram claro para o casal que uma gravidez de trigêmeos é sempre mais arriscada do que uma gestação de apenas um bebê. Mas, mesmo assim estava tudo bem e ela poderia ter filhos totalmente saudáveis.

Depois de duas semanas o casal voltou ao hospital para uma nova ultrassonografia e foi aí que souberam: seria trigêmeos idênticos.

A gravidez correu muito bem. Katie via sua parteira semanalmente e era examinada a cada quinzena para garantir que os pequenos estavam se desenvolvendo sem problemas.

Mas quando Katie chegou a 26 semanas, os médicos começaram a se preocupar. Um dos bebês, que estava mais perto do canal de parto, parecia não estar ganhando peso. Então, a mãe recebeu uma injeção de esteroide e registrou-se para ver uma especialista em nascimentos múltiplos no Liverpool Women’s Hospital.

Lá, os médicos disseram que era improvável que os trigêmeos fossem idênticos e que o hospital onde foram feitos os primeiros ultrassons havia cometido um erro.

Porém, após novos exames, até mesmo os médicos especializados em gestações múltiplas ficaram surpresos. Katie disse: “ele (o médico) disse que iria comer suas palavras, pois era algo que nunca tinha visto antes.”

Pois bem, os bebês continuaram crescendo a taxas brilhantes e Katie foi internada para cesariana às 32 semanas, o que é bem comum em nascimentos múltiplos para garantir ao máximo a segurança dos bebês e da mãe.

Mas parece que o trio queria vir ao mundo mais cedo. Com apenas 28 semanas Katie começou a ter contrações. Ela foi ao hospital e passou 5 dias lá, mas depois voltou para casa. Os meninos estavam se preparando, mas ainda não era hora de nascer.

Chegadas as 30 semanas de gestação, mais um susto. Novamente os meninos estavam enviando sinais de que estavam prontos para o nascimento. Então, chamaram uma ambulância e Katie foi novamente para o hospital, às pressas.

Dessa vez, só deu tempo de chegar ao hospital local, e não em Liverpool, onde estava programado o parto dali a 2 semanas. Foi naquele momento que o milagre da vida aconteceu, no dia 9 de fevereiro, por uma cesariana de emergência.

Tommy nasceu às 17:50, Joshua às 17:51 e Eddie às 17:52, todos com menos de 3 quilos. A cesárea foi um grande sucesso e Katie ficou agradecia pelo excelente atendimento que recebeu.

“Eu estava com tanto medo, mas foi como uma bolha de emoção, as pessoas estavam fazendo piadas, me fazendo sorrir, todo o time era incrível. Quando Tommy saiu e respirou fundo e gritou, todos aplaudiram. E o mesmo aconteceu com Joshua e Eddie. Eu estava cheia de adrenalina.”

Katie recebeu alta após uma semana e passou mais duas semanas na casa dos pais, mas foi isolada quando a pandemia de coronavírus começou a tomar conta da Grã-Bretanha. Ela e Rob tiveram que passar as próximas oito semanas fazendo malabarismo com Jacob e cuidando dos filhos, sem poderem estar todos juntos em casa.

A comunidade também os ajudou com muita solidariedade. Os vizinhos até deixaram pacotes de fraldas e outros suprimentos à sua porta anonimamente para ajudar o jovem casal.

Katie e Rob dizem que o nascimento de seus bebês foi um raio de sol em meio à escuridão da covid-19. “Nós realmente sentimos muita sorte. Dizem que é preciso uma vila para criar um filho e isso é verdade”, acrescentou Katie.

Somente no dia 10 de abril a família esteve reunida pela primeira vez. Agora já podem seguir em frente com toda a emoção e as novidades de ter 3 pequenos bebês idênticos para criar e viver momentos únicos.

Crédito das Imagens: Arquivo Pessoal

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