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Como falar com crianças sobre a morte de um animal de estimação?

Esse é um momento difícil. Veja algumas dicas que podem auxiliar você nessa hora.

Um dos assuntos mais delicados para se falar com uma criança é a morte. Dependendo da idade e da maturidade, ela não compreende esse conceito. Isso pode ser ainda mais difícil de abordar quando a morte está relacionada a um animal de estimação. Mas há uma forma de fazer isso e ela deve ser feita aos poucos.

“Quando os cachorros morrem para onde eles vão?”

Muito comum ouvir essa pergunta dos pequenos. Afinal, os pets são vistos por eles como mais que amigos; eles são irmãos. E essa conexão é ainda mais forte quando a criança é filha única. A tristeza que fica após a morte do cão ou do gato pode marcar para sempre a vida das crianças. Veja abaixo então algumas formas de amenizar esse momento.

Prepare o terreno

Quando o animal de estimação está há muitos anos na família, há grandes chances de ele morrer de velhice ou de alguma doença. Por isso se você notar que o fim está próximo, comece, aos poucos, fazer com que a criança entenda o que está acontecendo. Mas não avance sinais. Não fale em morte antes de seu filho ou filha falar isso primeiro.

Acalme a tensão

É normal que as crianças fiquem assustadas ao verem seu animal de estimação doente. Acalme-se e acalme seu filho. Você deve ser o porto-seguro nessas horas.

Seja sincero

Não é preciso ser direto, mas ser sincero e honesto é fundamental. Se as crianças perguntarem se os animais estão morrendo, não minta. Diga que ainda não, mas que em algum momento isso irá acontecer. Aconselhe a criança a dar todo seu amor e a aproveitar ao máximo a companhia do amiguinho.

Transforme os sentimentos

Faça a criança entender que em vez de tristeza, ela deve sentir alegria por cada momento que ainda pode viver com seu bichinho. Ajude-o a perceber que é melhor trocar as lágrimas pelos sorrisos, pelas brincadeiras e pela diversão.

Caso do Luke e do Moe

Uma história emocionante que aconteceu nos Estados Unidos pode lhe inspirar. Luke, um menino de 3 anos, perdeu seu cãozinho Beagle. Ele ficou dias e dias desolado. A mãe, sem saber o que fazer, sugeriu ao filho que enviasse uma carta para Moe, o cão, no céu dos cães. O conteúdo da carta foi divulgado pelo site Meus Animais. Veja abaixo:

“Moe, você partiu sem me dizer adeus, mas a mamãe me disse que você tinha que ir para o céu. Acho que deve ser um lugar bonito e que estará feliz aí, mas eu sinto muitas saudades.

Mamãe me disse que você não pode voltar, mas quero que saiba que gostei muito de viver em sua companhia e que sempre vou querer brincar com você como fazíamos antes, embora já não esteja mais aqui você sempre será meu amigo.

Te amo,

Luke”

A mãe colocou a carta em um envelope e levou-a à caixa de correio, para que Luke achasse que sua mensagem foi mesmo enviada ao cãozinho. A ideia da mãe, contudo, era retirar a carta da caixa antes que o carteiro passasse e ela mesma respondesse ao filho. Mas ela esqueceu de fazer isso e a mensagem do filho a Moe foi levada.

A resposta de Moe

Poucos dias depois de enviar a carta a Moe, surpreendentemente o menino recebeu uma resposta por correio. A mãe ficou surpresa com aquilo, mas logo suspeitou o que havia acontecido. Ela descobriu que uma funcionária dos correios leu a carta e enviou a resposta para o menino, pois se emocionou com as palavras de Luke. Confira a breve “resposta” do cãozinho:

“Estou no céu dos cães, brinco o dia inteiro e sou feliz.

Obrigado por ser meu amigo, te amo Luke.

Moe”.

Dica: Seja sempre sensível

Sensibilidade é a melhor aliada na hora de falar com uma criança sobre a morte de um animal de estimação. Se precisar inventar histórias que irão consolar seu filho, invente. Tente achar uma forma de dizer a verdade aos poucos, de forma simples e delicada.

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