mulheres resmungonas podem fazer bem à saúde
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Mulheres resmungonas podem fazer bem à saúde do parceiro

Estudo comprova que ter uma mulher resmungona pode ajudar a evitar e tratar o diabetes

Você sabia que mulheres resmungonas podem fazer bem à saúde do parceiro? Entenda o porquê neste artigo.

A mulher que reclama – da tampa do vaso, da toalha molhada, da alimentação – é quase um ícone da vida de casado. Estando presente em stand-ups, filmes enlatados e nas conversas de boteco, a esposa chata tem uma fama que a precede.

O que não imaginava-se é que, de acordo com um estudo publicado nos Estados Unidos, mulheres resmungonas podem fazer bem à saúde, ajudando a prevenir e tratar o diabetes do parceiro. Entenda melhor:

Mulheres resmungonas podem fazer bem à saúde

O estudo foi publicado numa revista científica em 2016, depois de 5 anos analisando 1.228 casais maduros, com idades que variavam de 57 a 85 anos. Ao final do projeto, foram estudados 398 casos de diabetes, ao todo.

De acordo com os pesquisadores Hui Liu, Linda Waite e Shannon Shen, os parceiros que tinham uma mulher mais “implicante”, foram os que menos sofreram com o diabetes, por isso a conclusão de que mulheres resmungonas podem fazer bem à saúde.

Além do fato de que os saudáveis não desenvolveram a doença, os que já a continham, tiveram um melhor controle dos níveis de açúcar ao longo do estudo. Apresentaram também uma melhor qualidade de vida, com menos doenças correlatas.

Um dado chamou a atenção: com as mulheres acontecia exatamente o oposto. Aquelas que tinham maridos ‘implicantes’ ou resmungões, adoeceram mais facilmente do que as outras, além de apresentarem um menor controle da glicose.

Por que será que isso aconteceu?

Os investigadores se limitaram a apresentar os resultados, sem discutir o porquê, pois estava fora do escopo do estudo, mas pode-se conjecturar algumas possibilidades:

  • A mulher era considerada resmungona por não permitir que o parceiro cometesse excessos, inclusive com a saúde;
  • Talvez ela implicasse com os docinhos escondidos, com a cervejinha do final de semana e coisas afins;
  • É importante lembrar que os casais são de gerações mais antigas, podendo ter até 85 anos, então o modo como o papel de cada um na relação é visto, difere do que vem acontecendo atualmente.

A mulher sempre foi vista como a cuidadora: da casa, dos filhos, da família e do marido. Depois que ela começou a se inserir no mercado de trabalho, as coisas começaram a mudar. Há uma divisão das responsabilidades e não somente uma ajuda. Isso, é claro, em tese.

O que se observa no estudo é uma mulher cuidadora, a ponto de ser a chata do relacionamento; o que fez com que seus maridos se alimentassem melhor, garantindo qualidade de vida.

Se você tem uma mulher que reclama muito em casa, aprenda algumas dicas para lidar melhor com ela.

Dicas para lidar com mulheres resmungonas

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Para ter um casamento saudável, é necessário que se procure compreender o ponto de vista do outro, discutindo de forma saudável para que se chegue em um consenso.

Muitas vezes, isso não acontece e a comunicação acaba ficando falha, com implicância e reclamação.

Para amenizar esse quadro, siga as dicas seguintes:

  • Tenha empatia: procure compreender o porquê dela estar reclamando. Será que a toalha molhada não vai mofar o colchão e dar mais gastos?
  • Converse: quando ela implicar, perceba o que está por trás da reclamação e sente para conversar rapidamente sobre isso. Vocês podem chegar a um acordo sobre o tema;
  • Compartilhe: as tarefas da casa e das crianças não são obrigação somente dela, são do parceiro também. A casa é de todos, então todos devem colaborar;
  • Façam coisas juntos: procurem algo que gostem de fazer juntos. Pode ser cozinhar, praticar algum esporte, jogar juntos, dançar…
  • Ouça: será que ela não tem razão em estar reclamando (como o controle da alimentação, no estudo)?
  • Fale: expresse o que você sente em relação a isso, sem brigas nem acusações, buscando uma solução conjunta.

Com diálogo, equidade e compreensão, tudo se ajusta. Seja a mudança inicial!

Fonte: Oxford Academic – The Journal of Gerontology

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