A história dessa mãe serve para mostrar que você deve sempre prestar atenção aos sinais do dia a dia. Ela tinha acabado de ter sua bebê e não sabia que as coisas andavam muito diferentes dentro do seu corpo. Conheça o caso da mulher que perdeu parte da audição durante a gestação e só descobriu tempos depois.
O que aconteceu
Primeiro de tudo, é importante saber que não foi a gestação em si que causou a surdez. Na realidade, ela foi a impulsionadora para que isso acontecesse. Em outras palavras, ela desencadeou um processo que já era genético, consequentemente, poderia se desenvolver em outras etapas da vida, como a menopausa, por exemplo.
Mas antes de falar da doença de fato, conheça mais a história de Raquel Lotti, uma brasileira de apenas 39 anos, que passou por uma experiência marcante em sua vida. Aos 33 anos, ela ficou grávida de sua menina, passando por essa experiência única e maravilhosa. Porém, apesar de especial, talvez não tenha sido o que mais marcou sua vida para sempre.
Sinais da perda auditiva
Os primeiros sinais foram dados assim que a bebê nasceu. Ela e o marido tiveram sérias discussões porque Raquel não ouvia a pequena chorando. Ficava parecendo má vontade ou preguiça, mas na realidade, a depender da forma que ela deitava, não conseguia ouvir mesmo. Isso porque se cobrisse o ouvido bom com o travesseiro, realmente não ouviria os chorinhos.
Foi então que ela decidiu procurar um médico para ver do que se tratava e descobriu que tinha desenvolvido a otosclerose. De acordo com o Dr. Drauzio Varella, essa é “uma doença provocada pela reabsorção e crescimento anormal de tecido ósseo endurecido, que impede a movimentação do estribo e interfere na condução das vibrações sonoras da orelha média para a orelha interna”.
Em outras palavras, é uma doença que causa a surdez por causa do mau funcionamento do estribo, fazendo com que “o som” não passe corretamente para a orelha interna. Ela tem causa genética e pode se manifestar em casos de “distúrbios vasculares, metabólicos, hormonais e autoimunes, infecções por vírus e os traumatismos”.
É importante lembrar que ela sempre soube que a família tinha a tendência a ter a otosclerose, mas nunca deu muita importância. Por isso, é fundamental que a pessoa esteja sempre atenta aos sintomas e conheça as doenças que pode herdar de seus familiares. Um acompanhamento médico de confiança é fundamental nesse processo.

