Em uma quarta-feira, a auxiliar administrativa Karine de Oliveira Souza, de 34 anos, foi ao salão pintar o cabelo. Ela já era cliente no local, mas só para fazer unhas e depilação.
Logo nos primeiros segundos em que a cabeleireira aplicou o produto nos cabelos de Karine, ela disse que começou a sentir um formigamento nas mãos e pediu que a cabeleireira removesse o produto.
Mesmo assim, logo depois Karine passou a ter falta de ar, e os bombeiros foram acionados para socorrê-la, mas quando chegaram ao salão ela já estava com uma parada cardiorrespiratória.
A jovem foi reanimada e levada ao pronto-socorro da Santa Casa de Catalão, em Goiás, onde ficou internada na UTI, entubada e respirando com a ajuda de aparelhos. O que aconteceu foi um choque anafilático, que é a reação alérgica extrema, nesse caso, a algum componente do produto que foi aplicado em seu cabelo.
Apesar de todos os esforços médicos, a morte cerebral de Karine foi confirmada após a realização de um segundo protocolo, concluído às 17h20 do sábado seguinte.
A previsão é que os rins dela sejam transplantados em dois pacientes de Goiânia. Outras duas pessoas de São Paulo receberão pulmão e coração, cada uma, e o fígado será destinado a um paciente de Minas Gerais.

