Uma moradora de Colatina, no Espírito Santo, estava sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro, depois de ser espancada por ele. O motivo? Ela o repreendeu quando ele quis urinar na rua, e ele não gostou, dando início a agressões verbais ainda em público.
Em seu cárcere, a mulher conseguiu escrever um bilhete pedindo socorro, e a vizinha acionou a polícia. O resgate aconteceu, e o suspeito foi detido.
“Ele não gostou que ela falou para não urinar no meio da rua e lá mesmo começou a ofendê-la. Ela narra que quando chegaram em casa ele deu chutes e socos na costela dela. Bateu ainda a cabeça dela no chão da sala”, disse o sargento Antônio Rodrigues, que atendeu o caso.
O policial ainda informou que as agressões continuaram na frente dos filhos, de cinco e nove anos: “Teve uma hora que ele ameaçou bater no filho de nove anos. Ela entrou na frente pra defender, mas tomou um soco no olho”.

“Vimos do lado de fora que ele estava muito alterado e ameaçou ir pra cima das crianças, aí nós entramos”.
O agressor tentou resistir à prisão, mas os policiais conseguiram detê-lo. No local, além da situação do cárcere, os policiais encontraram uma arma de fogo calibre 22. Então, o homem foi autuado em flagrante por lesão corporal, cárcere privado e posse ilegal de arma de fogo.
As agressões já aconteciam antes
Essa ocasião em que a mulher repreendeu o companheiro por querer urinar na rua não foi a primeira que resultou em agressão. Ela contou, na delegacia, que há 5 meses havia sofrido outra agressão do mesmo homem, e que por isso perdeu o bebê que estava esperando.
A Polícia Militar foi acionada para atender o caso, e constatou que a mulher estava cheia de hematomas pelo corpo. Ela chegou a falar para o agressor sobre a gravidez, mas ele não parou de bater nela por causa disso. Então, depois de ser levada para o hospital, ela sofreu um aborto espontâneo.
Naquela ocasião o homem já tinha sido detido, inclusive portando um revólver calibre 38, mas foi solto depois de quatro dias por meio de um alvará da justiça.
A Secretaria Estadual de Justiça informou que o suspeito já tem cinco passagens pelo sistema prisional desde 2014. Respondia pelos crimes de furto, roubo, lesão corporal e ameaça. O que não se sabe é o motivo de terem deixado ele voltar para casa, mesmo sendo claramente um perigo para sua família e para a sociedade.
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