Nesta Páscoa, a missa na Basílica Vaticana aconteceu um pouco diferente. Sem fiéis e flores presentes, as pessoas oraram de suas casas, acompanhando as palavras do Papa que falaram sobre “o contágio da esperança entre os homens”.
“Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: ‘Cristo, minha esperança, ressuscitou!’. É um ‘contágio’ diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança.”
No corpo de Cristo ressuscitado estão as feridas da humanidade. Neste momento, a principal ferida está nos contagiados pelo coronavírus e nas famílias enlutadas por conta da doença.
“Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incômodos que a pandemia está causando, desde os sofrimentos físicos até aos problemas econômicos.”
O pontífice também fez questão de agradecer aos profissionais de saúde que estão garantindo os cuidados necessários a toda a população, da forma que lhes é possível, e ao colocarem suas vidas em risco para salvar seus irmãos.
Ele pediu aos políticos que trabalhem pelo bem de todos, não deixando faltar os itens de primeira necessidade aos cidadãos das classes mais baixas, refugiados e desabrigados.
Pediu, ainda, que houvesse a redução das sanções internacionais que impedem a alguns países de proporcionar apoio adequado aos seus cidadãos, também o cancelamento da dívida dos mais pobres.
Lembrou de todos os povos que estão vivendo um momento mais crítico, não só pela pandemia, mas pelo egoísmo dos homens. Antes de conceder a bênção Urbi et Orbi, o Papa fez mais um convite à coragem, a olhar além:
“Palavras como indiferença, egoísmo, divisão, esquecimento não são as que queremos ouvir neste tempo. Mais, queremos bani-las de todos os tempos! Essas palavras prevalecem quando em nós vencem o medo e a morte, isto é, quando não deixamos o Senhor Jesus vencer no nosso coração e na nossa vida. Ele, que já derrotou a morte abrindo-nos a senda da salvação eterna, dissipe as trevas da nossa pobre humanidade e introduza-nos no seu dia glorioso, que não conhece ocaso.”

