Existem profissionais que não conseguem abandonar seus locais de trabalho mesmo após se aposentarem. Muitas vezes o amor e a paixão são tão fortes que deixar para trás as décadas de dedicação se torna algo impossível. Em alguns casos, é difícil não conviver mais com suas atividades que serão agora apenas memórias.
A importância de se manter ativo na terceira idade
Aqueles que continuam a trabalhar mesmo após a aposentadoria o fazem por muitos motivos. Seja por amor à profissão, por diversão ou mesmo para ocupar a cabeça. É interessante quando as pessoas conseguem fazer isso de forma saudável, sem prejudicar o físico ou a mente. A dica, portanto, é não exagerar.
Se você não tiver mais pique, busque alternativas. Há inúmeras atividades que mantêm o cérebro e o corpo saudáveis, sejam passeios, caminhadas, xadrez, aulas de dança ou de canto. Ou aproveite a aposentadoria para descansar. Use o tempo livre para viajar e realizar coisas que não conseguia fazer quando trabalhava.
Esse costuma ser o caso de médicos. Afinal, salvar vidas deixa marcas profundas. Se você tem coração mole, com certeza vai se emocionar com as histórias abaixo. Um médico e uma médica, mesmo tendo se aposentado há mais de uma década, continuam a frequentar seus locais de trabalho. Conheça a Doutora Alla Levushkina e o doutor Luis Schapira.
A cirurgiã mais velha do mundo

E o mais incrível é que Alla não é apenas um símbolo do hospital. Ela continua trabalhando e realiza pelo menos 4 procedimentos por dia. A Doutora afirma que não pensa em se aposentar e ficar longe do hospital. Ela crê que se ela deixar a profissão não haverá ninguém para realizar as cirurgias em seu lugar.
O segredo da Doutora Alla é não enxergar a medicina como um trabalho. Para a médica, realizar cirurgias é uma vocação, um verdadeiro estilo de vida. E além disso, ela é uma pessoa como outra qualquer. Ri, chora, come de tudo e se dedica a fazer o melhor possível de seus dias.
Um ser humano exemplar

Schapira nasceu em uma cidade do interior e só quando se mudou para a capital, Buenos Aires, que novas possibilidades começaram a surgir. Como não tinha dinheiro para comprar livros, ele passava o dia estudando em bibliotecas públicas. Com muito esforço, o sonho foi realizado.
Desde então, ele se dedicou incansavelmente como um profissional exemplar em um hospital público da capital argentina.
Foi há poucos dias que a sua história alcançou notoriedade pública. Uma paciente atendida pelo médico publicou sua foto em uma rede sociais e sua mensagem se tornou viral:
Em resposta a essa história, Luis Schapira disse o seguinte ao jornal argentino La Nación:
“Sigo trabalhando porque amo a medicina e o hospital público. Gosto de aprender ainda que me restem poucos anos para exercer, sigo estudando e também gosto de ouvir os mais jovens e os orientar na residência. As manhãs são os momentos mais lindos dos meus dias”.

