A maneira como essa mãe ensinou as filhas sobre virgindade abriu um debate
Crédito: Cayce LaCorte

A maneira como essa mãe ensinou as filhas sobre virgindade abriu um debate: “isso não existe”

A forma conservadora de falar sobre virgindade acaba deixando meninas assustadas e inseguras, e afeta negativamente aos meninos também

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Por mais que a sociedade esteja modernizada, certos assuntos continuam sendo um tabu, como a sexualidade, mais especificamente a virgindade.

Os pais que foram criados por famílias conservadoras sentem mais dificuldade em falar abertamente sobre educação sexual com seus filhos, e essa desinformação acaba, muitas vezes, gerando traumas.

Mas, no caso de Cayce LaCorte, mãe de cinco meninas com idades entre 7 e 16 anos, abordar o assunto é uma necessidade para a segurança, o autoconhecimento e a autoestima delas. Sobre a virgindade, Cayce preferiu descontruir o conceito tradicional.

Tudo começou quando o influenciador Nevada Shareef quis compartilhar uma espécie de “desafio” em que cada pessoa poderia dizer “algo sobre a maneira como criou seus filhos que as pessoas acham estranho, mas que você acha que é saudável”.

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Foi por causa desse desafio que Cayce viralizou nas redes. Ela gravou um vídeo falando sobre como educou suas meninas sobre a virgindade.

“Ensinei minhas cinco filhas que a virgindade não existe. É um conceito patriarcal usado para controlar as mulheres e não tem outra utilidade a não ser fazer as mulheres se sentirem mal consigo mesmas”, disse a mãe.

Mais do que isso, a mãe tranquilizou as meninas sobre o conceito ultrapassado de que perder a virgindade é o momento mais especial da vida de uma mulher.

“Perder a virgindade não muda o seu valor ou quem você é, nada faz por si. Sexo é importante, deveria ser importante sempre, mas na primeira vez não é tão especial, o conceito, tudo é tão ridículo”.

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O vídeo de Cayce logo viralizou e foi aberto um debate entre mães na rede social. Ela passou a responder os comentários de muitas pessoas sobre o tema, sempre deixando claro que sua postura é de “criar pessoas boas, com valores claros, que tomam as suas próprias decisões e são decisões inteligentes”.

Ao invés de dizer às filhas que seu maior tesouro é sua virgindade, ela prefere ensinar sobre consentimento, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e autonomia sobre o próprio corpo, que é um direito de toda mulher e de todo ser humano.

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