Moradora do Morro da Nova Cintra, em Santos (SP), uma mãe descobriu o paradeiro de sua filha desaparecida há 36 anos.
Marcela, a caçula, tinha sido levada embora pelo pai, após mais uma de tantas brigas entre ele e a mãe (que não teve o nome revelado).
Um dia, a mãe estava conversando com seu vizinho, quando mencionou o nome do ex-marido, Bida. Para a surpresa dela, o vizinho conhecia o homem, e disse que ele morava com a filha do outro lado da cidade. Imagine a alegria dessa mãe ao saber que veria de novo sua filha desaparecida!
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Quem levou o caso para as redes sociais e fez viralizar foi Karla Silva Nicodemos, irmã mais velha de Marcela.
Na época em que a caçula foi levada de casa (1986), ela tinha apenas 8 meses de vida, enquanto Karla tinha 5 anos e nunca se esqueceu da irmãzinha.
“O vizinho disse que conhecia esse homem e a filha dele desde pequena e que os dois viviam na Zona Noroeste. Foi assim que a minha mãe soube de tudo”, disse Karla, hoje com 41 anos.
Karla também contou, em entrevista para o G1, que a situação em casa com os pais era complicada. Eles brigavam muito e, numa dessas brigas, o pai saiu de casa com Marcela e nunca mais deu notícias.
Com o passar dos anos, Karla, que mora no centro de Santos, nunca deixou de procurar pela irmã. Recentemente, graças à pista descoberta por sua mãe, ela ficou sabendo que a caçula morava na Zona Noroeste.
“Os olhos da minha mãe se encheram de lágrimas e o coração falou mais alto. Apenas de ver a foto [de Marcela] e comparar dá para ver que ela parece muito com nossa família”, contou Karla.
No dia 6 de agosto, Marcela e Karla conseguiram estabelecer contato uma com a outra. Elas trocaram mensagens por horas, e marcaram de se encontrar pessoalmente.
Durante as conversas, Karla descobriu que não conseguia encontrar a irmã nas redes sociais porque Marcela usava o sobrenome da família adotiva para a qual seu pai lhe entregou.
Finalmente, a mãe irá acalmar o coração que tanto sofreu, por 36 anos, pela filha desaparecida. Karla também está aliviada por ter descoberto o paradeiro da irmã.
“Nunca esqueci dela. Por mais que os anos passem, ninguém consegue arrancar o amor. Está no nosso sangue”, disse Karla.

