Mais do que lavar as mãos com sabão e água, manter uma rotina correta de higiene dessa parte do corpo pode diminuir os dias de doença em crianças pequenas, de acordo com estudo. Só que apenas isso não basta: o melhor é usar álcool em gel.
Entenda o estudo

De acordo com um estudo realizado na Espanha, as crianças pequenas que higienizam corretamente as mãos, utilizando álcool em gel, tendem a permanecer mais saudáveis.
Ele foi realizado com 911 crianças pequenas, que frequentavam 24 creches em Almeria, dividindo em três grupos de estudo: os que mantinham os hábitos regulares de higiene, aqueles que lavavam as mãos com água e sabão diversas vezes ao dia, de acordo com a orientação, e os que utilizavam o álcool em gel, também de acordo com instruções.
Para que pudesse funcionar corretamente, os dois grupos orientados tiveram que participar de oficinas de higiene das mãos, com técnicas adaptadas à idade, compreendendo melhor também sobre infecções e febre. Foi solicitado ao grupo controlado que lavasse as mãos antes e depois de comer, sempre que espirrasse ou limpasse o nariz e sempre que chegassem em casa.
Quais foram os resultados

Além disso, em comparação aos que utilizaram o álcool em gel, aqueles que somente lavaram com água e sabão tiveram o risco de adoecer aumentado em 21%, com 31% a mais de chance de tomar antibióticos.
Foi então comprovada a importância de se utilizar o álcool gel em crianças pequenas, para evitar a propagação e prolongamento das doenças respiratórias. Para isso é fundamental que elas estejam acompanhadas, para evitar riscos de intoxicação por ingestão do produto.
Como lavar as mãos corretamente

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA ensina a forma correta de lavar as mãos:
- Molhe as mãos e faça bastante espuma com o sabonete;
- Esfregue as mãos em todas as áreas, entre os dedos, por cima e por baixo;
- Faça isso por 20 segundos – tempo suficiente para cantar o “parabéns para você” duas vezes;
- Seque com uma toalha limpa;
- Passe álcool em gel nas mãos, espalhando até secar completamente.
Dessa forma, evita-se aumentar o contágio, quando doente, reduzindo o ciclo da doença, além de reduzir as chances de se contaminar.

