O câncer de mama é o tipo de câncer que mais afeta mulheres no Brasil. Mas, muitas vencem a doença, como foi o caso da fotógrafa Ednéia Guimarães.
Fotógrafa desde 2015, ela recebeu o diagnóstico em 2016, quando tinha 34 anos. Mesmo tendo notado um nódulo no seio durante um autoexame, o diagnóstico correto demorou alguns meses para chegar.
O tratamento contou com sessões de quimioterapia e cinco anos tomando medicação oral. Em janeiro de 2022 ela teve alta e, agora, faz apenas acompanhamento anual.
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“Era um tipo de câncer bem agressivo. Fiz mastectomia dupla, uma das mamas foi por precaução. Com alguns dias após a cirurgia e a reconstrução, na mama onde tive o tumor deu rejeição da prótese. Tive que ficar um ano com um seio apenas, pois primeiro tive que iniciar o tratamento quimioterápico, quando veio a queda dos cabelos e a baixa autoestima também”, relembrou.

Para isso, Ednéia criou o projeto Histórias Marcadas, em Pouso Alegre (MG). Algumas das mulheres são convidadas pela própria fotógrafa, já outras, pedem essa força para que possam se sentir mais vivas.
“São fotos mais ousadas para justamente mostrar o empoderamento, a autoestima. É muito gratificante ver a autoestima delas se elevarem já ali nas sessões fotográficas. O tratamento oncológico tem um impacto muito grande na autoestima, principalmente das mulheres”, disse a fotógrafa.

Foi justamente esta época do tratamento oncológico que a inspirou na criar do projeto “Histórias Marcadas”.
Por meio da fotografia, ela tem conseguido elevar a autoestima de mulheres que estão ou estiveram em tratamento de câncer.
“Com o projeto, além de ajudar as mulheres que já estão no processo de tratamento, consigo motivar quem está recebendo o diagnóstico agora”, lembrou.
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Fonte: Só Notícia Boa

