Faz mal mentir sobre fantasias para as crianças
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Faz mal mentir sobre fantasias para as crianças?

A descoberta da realidade pode ser impactante para algumas crianças, mas nem por isso a fantasia deve deixar de existir

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As crianças pequenas, por volta dos 4 aos 8 anos de idade, vivem numa mistura de mundo real e fantasioso. É normal, faz parte da formação cerebral delas. É por isso que elas acreditam facilmente em Papai Noel, Coelho da Páscoa, Fada do Dente, Bicho-papão e afins.

Por um lado, há benefícios em deixar que as crianças aproveitem a beleza do mundo da fantasia. É tão gostoso acreditar que o Papai Noel vai chegar e trazer presentes no Natal!

Além disso, acreditar nos personagens criados pela cultura popular ajuda os pais a conseguirem lidar com os filhos de vez em quando. Mas, até que ponto é benéfico mentir sobre as fantasias para as crianças?

Entrar no mundo da fantasia faz parte do desenvolvimento e faz bem

De certa forma, o mundo da fantasia continua existindo na mente de todo os adultos, ainda que já saibam diferenciar o real do imaginário. Isso acontece porque a fantasia tem seu lado bom, estimula a criatividade, a imaginação, ajuda a sonhar e a dar uma fugida dos problemas de vez em quando. É para isso que existem os desenhos animados, os filmes, os contos de fada, os livros de ficção, a arte em geral.

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Então, principalmente na fase dos 4 aos 8 anos de idade, é importante que as crianças tenham liberdade para fantasiar. É nessa fase que elas se entregam ao imaginário nas suas brincadeiras de faz-de-conta. Assim, algumas fazem amizades com mais facilidade, aprendem com base nas histórias de fantasia, expressam suas emoções e, inclusive, descobrem seus grandes talentos.

Deixar a criança acreditar ou contar a verdade?

A infância passa tão rápido, e pode ser tão divertida nessa entrega ao mundo da fantasia, que não vale a pena quebrar esse encanto em nome de “ser realista”. Não faça pouco da criança que vier lhe pedir esconderijo da bruxa má, ou que quiser escrever uma cartinha para o Papai Noel.

Essa fase vai acabar naturalmente. Um belo dia seu filho vai notar que existe um homem normal por trás da fantasia de Papai Noel, e que é você quem coloca uma moeda embaixo do travesseiro e leva embora o dente que caiu.

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A grande questão é: como não deixar meu filho traumatizado com a descoberta da verdade? Bem, quando seu filho estiver pronto para entender que os personagens não fazem parte do mundo real, você terá que falar essa verdade para ele de forma natural, sem deixá-lo constrangido ou “traído” pelos adultos à sua volta.

É importante dizer à criança que esses personagens são criados para ela, e que você, quando era pequeno, também acreditava porque achava muito divertido.

É preciso ir devagar, cuidando com as palavras, para que você não pareça um mentiroso aos olhos da criança. Se isso acontecer, poderá perder a confiança que ela tem em você.

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Uma forma interessante de fazer isso é mostrar para a criança que certos personagens só estão nos livros ou nos filmes. Que o Papai Noel existe na imaginação de todas as pessoas, mas que no Natal é um homem que se veste com uma fantasia de Papai Noel para trazer alegria a todos.

E quando a criança já deveria estar mais amadurecida, mas continua fantasiando?

Se a criança já estiver na idade de se desprender do mundo da fantasia e começar a se interessar por outras coisas do “mundo real”, mas essa transição não estiver acontecendo, os adultos precisam prestar mais atenção ao comportamento dessa criança.

Existem transtornos psicológicos que fazem a criança não aceitar sair do mundo da fantasia. Ela se isola, tem uma ideia fixa de que os personagens da fantasia são reais e não aceita ser contrariada sobre essa ideia.

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Ao notar esse comportamento, os pais devem considerar consultar um psicólogo infantil para fazer uma avaliação com seu filho. Pode ser que a criança tenha desde uma dificuldade em se relacionar, e por isso prefere se apegar aos personagens, até algum transtorno mais sério que precisa ser tratado para que ela continue se desenvolvendo e amadurecendo.

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