Você sente mais empatia por cães do que por pessoas?

Como você se sente quando vê uma pessoa passando por dificuldade ou sofrendo agressão? E se ao invés de uma pessoa, for um animal?

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Muitas pessoas poderiam afirmar que sentem mais empatia pelos animais, especialmente pelos cães, do que por pessoas. Para você, isso soa estranho?

Bem, há estudos que revelam razões para que humanos tenham esse sentimento tão forte pelos bichinhos indefesos. Foi justamente para identificar o que motiva os humanos adultos a sentirem mais empatia pelos cães do que por outras pessoas, que uma equipe da Northeastern University Boston e da University of Colorado Boulder realizou uma pesquisa.

A equipe reuniu 256 estudantes de graduação e apresentou a eles notícias fictícias de um ataque com bastão de beisebol a uma criança de 1 ano, um adulto de 30 anos, um cão filhote e um cão adulto com 6 anos.

A expectativa da equipe que estava realizando a pesquisa era de que os estudantes demonstrassem maior empatia pelas vítimas que menos tinham condições de se defender.

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O resultado foi um verdadeiro empate entre a criança e os dois cães. Apenas o humano adulto foi considerado em condições de autodefesa, portanto, não houve sobre ele o mesmo sentimento de piedade, apesar de, mesmo assim, as pessoas demonstrarem empatia em todos os casos.

Outra observação da equipe é que as mulheres demonstraram sinais emocionais ainda mais acentuados do que os homens, por todas as vítimas.

A razão pela qual a empatia pela criança é a mesma que a empatia pelos cães, é justamente a que se esperava: a maioria das pessoas considera-os incapazes de se defenderem e totalmente inocentes à situação de violência.

Tempos antes da realização dessa pesquisa, um fato motivou a equipe a realizá-la. Foi quando a mídia noticiou que um cão Pit Bull havia atacado uma criança de 4 anos, que sofreu graves ferimentos.

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Esse cão, então, foi condenado à eutanásia por ser considerado extremamente violento e sem capacidade de mudança em seu comportamento.

Entretanto, houve uma campanha nas redes sociais para evitar que o cão fosse morto. Na página criada para defendê-lo, já haviam 40 mil pessoas apoiando, enquanto que na página criada para ajudar o menino que sofreu a agressão havia apenas 500 pessoas participando.

Este fato possui variáveis, como por exemplo, a divulgação de ambas as páginas, afinal, certamente muitas pessoas ainda não participavam da página do menino pois não estavam sabendo do ocorrido.

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Da mesma forma, há quem tenha um preconceito quanto à raça do cão, fazendo deste o único motivo para torná-lo culpado do acidente.

Outro caso que serviu de motivação para a pesquisa foi uma campanha online de caridade que resolveu usar dois diferentes “modelos” para estimular a arrecadação de fundos: um deles era um cão e o outro uma criança que sofria de distrofia muscular. Os resultados mostraram que a peça da campanha que utilizava o cão recebeu o dobro de acessos dos internautas.

Há sempre muitas variáveis para analisar em cada caso, mas de fato, as pessoas costumam sentir mais empatia pelas crianças e animais indefesos.

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Outro fator que envolve o maior afeto por cães é a habilidade consciente que eles possuem de ajustar suas expressões faciais e comportamentais para cativar os humanos.

Para finalizar a pesquisa com uma mensagem positiva, seus realizadores deixaram a sugestão de que quando são feitas campanhas com o objetivo de reduzir a violência e a agressão, talvez fosse mais eficaz expor a vulnerabilidade de suas vítimas, e não o ato violento por si só.

E você, concorda com o resultado da pesquisa? Acredita que é natural do ser humano sentir mais empatia e sensibilidade por seres que não podem se defender e que demonstram maior inocência? Compartilhe sua opinião.

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