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É possível usar o poder da mente na cura de doenças?

A mente nos faz acreditar em tantas coisas, por que não na cura de nossos males?

Imagem ilustrativa: Freepik

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Não podemos dizer que o poder da mente na cura de doenças funciona sozinho. Uma doença grave não se cura apenas pela sua vontade de estar curado ou pela sua fé.

Mas, podemos dizer que o poder da mente na cura de doenças atua em conjunto com o efeito dos medicamentos certos.

Ao comprar um remédio você pode pensar que pagou pela cura, mas, a ação de um medicamento vai muito além de sua fórmula: o poder da mente é um auxiliar na cura de doenças.

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O poder da mente na cura de doenças

Não é difícil deparar com histórias de pacientes que apresentam uma melhora acima da esperada, e o fato de acreditar na cura é que explica tal situação. Isso é o que os cientistas denominam “efeito placebo”.

Os testes clínicos de novas drogas utilizam os placebos a um nível de comparação. São dois grupos: um utiliza as pílulas com o novo medicamento e o outro as pílulas de farinha.

Por incrível que pareça, 30% dos participantes que ingerem os placebos (pílulas falsas) apresentam melhoria.

Esse fenômeno ainda não pode ser explicado na teoria, mas, a explicação na prática você confere agora:

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Este efeito ganhou atenção científica no início deste século. Pesquisas comprovaram que é realmente efetivo.

Tudo porque o paciente, ao botar fé que o tratamento vai funcionar, favorece uma série de reações em seu corpo capazes de minimizar dores e melhorar a resposta do sistema imunológico.

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Mas que reações são essas que provocam tantos benefícios?

Estudos realizados em diversas áreas sugerem uma explicação: a expectativa de se sentir melhor aumenta no cérebro a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e bem-estar.

Por exemplo, em 2021, um grupo da Universidade de Michigan mostrou, em artigo na revista científica Neuron, que quanto maior era a confiança de um paciente nos benefícios de um suposto medicamento que ele estava tomando, maior era a liberação de dopamina.

A equipe, liderada por David Scott, observou por meio de imagens de ressonância magnética a ativação de uma região conhecida como núcleo acumbente. Ela faz parte do sistema de recompensa do cérebro, que reage diante de prazeres provocados por alimentos, bebidas, drogas, jogos, amor, dinheiro, etc.

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Simulando o teste de um novo medicamento, os cientistas ofereceram a um grupo de voluntários somente pílulas de farinha.

Em seguida, pediram que os participantes avaliassem quão grande era a expectativa deles sobre os efeitos do “remédio”, assim como o alívio da dor sentido após a ingestão da suposta droga inovadora.

Os núcleos acumbentes dos mais confiantes foram os que mais se ativaram. E esses pacientes foram os que relataram menos dor após a ingestão do comprimido.

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Em geral, essas e outras pesquisas apontam para a capacidade do organismo de combater doenças.

A crença na melhora já se mostrou efetiva contra dores em geral, doenças ligadas ao estresse, alguns distúrbios psicológicos (como depressões leves) e até mesmo asma, artrite ou impotência. É o cérebro ajudando a si mesmo.

Efeito nocebo é o nome dado à versão do mal do efeito placebo: o remédio faz mal se a pessoa acreditar nisso.

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Artigo com informações de Brasil Escola e Super Abril

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