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Depressão: você realmente compreende a gravidade dessa doença?

Estima-se que até 2020 a depressão seja a maior causa de afastamento do trabalho no mundo.

A doença mais falada dos últimos anos é também uma das mais incompreendidas, mesmo por aqueles que convivem com pessoas doentes. A depressão é muito mais do que uma tristeza passageira ou frescura, como tantos acreditam. E você, como compreende a depressão? Vamos falar mais a respeito para esclarecer os fatos.

No começo do século 20 foi quando a depressão começou a ser diagnosticada e estudada mais profundamente, ou seja, há mais de cem anos que estamos tentamos compreender suas causas e descobrir tratamentos mais eficazes para a cura.

Enquanto isso, o mundo ultrapassa a marca de 120 milhões de pessoas acometidas por este mal, que está intimamente ligado ao estilo de vida moderno, onde vivemos em constante pressão emocional, por motivos particulares e nem sempre aparentes.

Por esta razão, a Organização Mundial da Saúde estima que até 2020 a depressão seja a maior causa de afastamento do trabalho por incapacidade.

Depressão e tristeza não são a mesma coisa

Todo mundo se sente triste em vários momentos da vida. Isso é tão normal quanto necessário, pois a tristeza é uma forma de expressão que nos ajuda a buscar um novo rumo e superar desafios.

Entretanto, a depressão pode ser caracterizada por momentos de tristeza profunda ou ausência de sentimentos, sejam eles bons ou ruins. Não é controlável, como quando você está triste e vê algo que te deixa feliz, então seu humor muda.

Mesmo que a pessoa depressiva consiga interagir, trabalhar e demonstrar um comportamento “normal”, há momentos em que ela simplesmente é derrubada pela doença e não tem forças para se levantar, literalmente. Não é falta de vontade, é incapacidade, como se tivesse um elefante sentado nas suas costas.

Essa é a parte mais difícil de compreender para a maioria das pessoas, pois não necessariamente haverá um sinal físico da depressão, e por isso acreditam que alguém aparentemente saudável e com uma boa vida está simplesmente se fazendo de vítima.

Como NÃO tratar uma pessoa diagnosticada com depressão

A importância de compreender e respeitar a condição de uma pessoa diagnosticada com depressão está em não piorar o seu quadro clínico com julgamentos errados. É muito comum ouvir pessoas dizendo “levante da cama e pare de drama”, “vamos passear que isso passa”, “sua vida é tão boa, não deveria estar assim”, “você precisa se esforçar para mudar”.

Quem é diagnosticado com depressão não está confortável com a doença e não gostaria de estar sentindo o que sente, pois não é nada fácil nem agradável. Se você convive com uma pessoa depressiva, não tenha medo de dar apoio emocional achando que estará incentivando a permanência da doença, pois não se trata de uma manipulação do doente para que os outros sintam piedade.

Sintomas de depressão

Cada indivíduo pode apresentar diferentes sintomas da depressão, conforme o seu estilo de vida e o nível da doença. Eles costumam ser extemos, para o excesso ou a ausência de algo. Alguns dos sintomas mais comuns, que podem aparecer juntos ou em momentos separados, são:

  • Falta ou excesso de apetite;
  • Sonolência ou perda de sono;
  • Redução do desejo sexual;
  • Sentimento de inutilidade, culpa e desvalorização de si mesmo;
  • Autoestima muito baixa;
  • Ausência de motivação para fazer qualquer atividade;
  • Pensamentos de morte e suicídio;
  • Incapacidade de realizar tarefas simples, como arrumar a cama, tomar banho e escovar os dentes.

Para que estes sintomas sejam considerados preocupantes, devem ser contínuos por mais de duas semanas, pois nem sempre uma pessoa que está passando por um momento de tristeza, como no caso de um luto, estará com depressão, mas poderá apresentar um período de sintomas parecidos.

Causas, diagnóstico e tratamento

Assim como qualquer outra doença, a depressão não escolhe idade, condição financeira ou sexo. Suas causas também são variadas, podendo ser desencadeada por situações como:

  • Acontecimentos traumáticos (perdas, relacionamentos abusivos, acidentes graves);
  • Solidão, como idosos que vivem sozinhos;
  • Enfrentamento de dificuldades na vida que duram por muito tempo;
  • Doenças crônicas;
  • Abuso de drogas;
  • Histórico familiar;
  • Gravidez, parto ou menopausa.

Por isso, é fundamental que as pessoas próximas de alguém que esteja apresentando sintomas de depressão fiquem atentas e ajudem a tomar providências.

É comum que o doente depressivo tente ignorar a doença no início, pois os sintomas podem ser inconstantes e é claro que ninguém quer aceitar facilmente que foi acometido pela doença. Então esta pessoa não irá buscar ajuda médica por conta própria.

Como resultado, a doença irá perdurar e se agravar a ponto de ficar tão insuportável que leve à morte, seja por suicídio ou pelo desgaste físico causado pelos sintomas.

Quanto antes for diagnosticado, mais chances de cura haverá, pois é necessário reconhecer uma doença para iniciar um tratamento. Somente um profissional capacitado poderá diagnosticar a depressão e então orientar para o melhor tratamento, que pode ou não fazer uso de medicamentos.

Se houver a necessidade de medicação, esta deverá ser prescrita por um médico psiquiatra e servirá para ajudar o depressivo a passar pelos momentos mais difíceis com mais força. Assim que o médico entender que os remédios não são mais necessários, pois outros métodos do tratamento estão fazendo efeito, a medicação será interrompida.

Durante o tratamento é fundamental ter o apoio da família e amigos, sem julgamentos, apenas o incentivo para uma alimentação saudável, a prática de exercícios físicos sempre que a pessoa conseguir e a participação em grupos de apoio, pois atividades saudáveis e frequentes ajudam a modificar a estrutura cerebral criando novos hábitos que estimulam a cura.

Redigido por Priscilla Riscarolli

Graduada em Comunicação Social, decidiu trocar as campanhas publicitárias pela produção de conteúdo para inspirar as pessoas a enriquecerem suas vidas com mais informação, bem-estar e criatividade.

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