O pequeno Augusto Lucciola Neto, de 12 anos de idade, demonstrou para seus pais e para a sua comunidade que é um ser humano de bem, com um grande coração e muita empatia, mesmo pelos desconhecidos.
A vontade de ajudar as pessoas surgiu em 2017, quando Augusto tinha apenas 9 anos e acompanhou os pais em uma missa na igreja que a família frequenta. Nessa missa o pastor apresentou aos fiéis o projeto Cristolândia Bahia.
Como consta na página do projeto no Facebook, “a Cristolândia é um programa permanente de prevenção, recuperação e assistência a dependentes químicos e codependentes, que busca a transformação destas vidas por meio do Evangelho de Jesus Cristo, para que sejam livres do vício e aptas a reinserção social e familiar”.
Naquela época, o projeto já existia há 3 anos, mas só tinha um abrigo para homens e precisava de um local para abrigar mulheres. Ao final da apresentação, o pastor perguntou se alguém poderia ajudar de alguma forma. Augusto já estava muito comovido com a situação das pessoas que apareceram na apresentação do pastor, e pediu para sua mãe, a engenheira civil Judite Luciolla, que falasse alguma coisa. Mas, naquele momento, ela não sabia como poderia ajudar, e preferiu não se pronunciar.
“Ele falou comigo que elas precisavam de um espaço, e nós tínhamos e nem usávamos. Falou de uma forma tão convicta que ficamos sem saída”, contou a mãe ao site A Tarde.
Então os pais de Augusto perceberam que podiam sim fazer alguma coisa. Falaram com o pastor e eles foram visitar o sítio para saber se realmente serviria.

“A casa estava abandonada, reformamos e acrescentamos outra ala de quartos. Agora estamos aguardando o alvará de funcionamento da prefeitura de Camaçari”, disse Judite.
Com a reforma, a casa ficou apta a abrigar 24 mulheres em situação de vulnerabilidade. Augusto fez visitas à obra sempre que possível, engajado com o projeto e com a sua participação nessa causa tão importante para sua comunidade.
“Eu fiquei comovido com aquelas pessoas necessitadas, falei para meus pais que não era justo só os homens serem abrigados. Eles questionaram como iriam investir em uma nova casa, se já tínhamos a nossa reforma. Fiquei pensando no que poderíamos fazer e, assim que acabou a reforma da nossa casa, investimos na Casa Rosa [nome dado à nova sede do projeto]”.

