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Dispraxia: saiba o que é, sintomas e tratamentos

Muitas crianças com essa condição são taxadas de preguiçosas e desajeitadas

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A dispraxia é uma condição que afeta crianças e também pode afetar adultos que sofreram AVC ou traumatismo craniano. Trata-se de uma dificuldade do cérebro em planejar e coordenar movimentos do corpo. Veja agora quais são os tipos de dispraxia, os sintomas e tratamentos.

Tipos de dispraxia

De acordo com a Associação Brasileira de Apraxia de Fala na Infância, a dispraxia é também chamada de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação. Conforme os movimentos que são afetados no corpo, a condição é organizada em três tipos:

  • Dispraxia motora: dificuldades para coordenar os músculos, afetando atividades como vestir, comer ou andar. Algumas crianças podem ter lentidão para fazer movimentos simples.
  • Dispraxia postural: dificuldade para manter uma postura correta, seja estando de pé, sentado ou caminhando.
  • Dispraxia da fala: dificuldade para desenvolver a linguagem, pronunciando palavras de forma errada ou imperceptível.

Sintomas de dispraxia

As crianças com algum tipo de dispraxia já nascem assim, mas, costumam ser diagnosticadas por volta dos 3 a 5 anos de idade. Antes disso, são consideradas desastradas ou preguiçosas, pois deixam objetos cair e quebrar com facilidade, e demoram mais tempo do que o normal para realizar certos movimentos.

Os sintomas da dispraxia vão variar conforme o tipo diagnosticado – que às vezes pode ser mais de um. Mas, de modo geral, a pessoa apresenta dificuldade ou atraso nas atividades de:

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  • Andar com total equilíbrio
  • Andar sem tropeçar
  • Comer com talheres
  • Fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo
  • Se concentrar e se organizar
  • Correr
  • Desenhar ou pintar
  • Fazer movimentos sem esbarrar em coisas e nas pessoas
  • Escrever
  • Falar com clareza
  • Escovar os dentes
  • Manter o equilíbrio em diferentes posições e atividades
  • Pentear os cabelos
  • Pular

Qual é a causa?

Como já foi dito, a dispraxia em adultos é causada após um acidente vascular cerebral (AVC) ou um traumatismo craniano. Já no caso das crianças que não sofreram qualquer acidente, a condição surge de uma alteração genética durante sua formação no útero, que faz as células nervosas levarem mais tempo para se desenvolver. Pode ser genético ou não.

Diagnóstico

Não há, ainda, um exame específico para o diagnóstico da dispraxia. É importante que os pais levem a criança ao pediatra assim que notarem os sintomas mencionados.

Se os professores da criança comentarem com os pais sobre dificuldades que a criança tem para falar, escrever, desenhar ou se locomover, é válido dar atenção e começar a observar a criança para levá-la ao médico.

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No consultório, o pediatra fará exames físicos, de observação, e irá avaliar o caso conforme os relatos dos pais, que devem ser bem específicos.

Nos adultos que sofreram AVC ou um trauma na cabeça, o diagnóstico é mais fácil, pois o próprio acidente já traz a possibilidade de dispraxia. Além disso, basta comparar o que a pessoa conseguia fazer antes do acidente e, agora, não consegue com a mesma habilidade.

Tratamentos

O tratamento é realizado por meio da terapia ocupacional, de fisioterapia e de fonoaudiologia, conforme a necessidade de cada caso. Essas técnicas trabalham força muscular, equilíbrio, coordenação motora e aspectos psicológicos que ajudam a criança (ou adulto) a ter mais segurança, autonomia e capacidade em lidar com suas limitações.

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É muito importante que, após o diagnóstico, os pais conversem com a escola para explicar sobre a condição do filho e suas limitações, que devem ser respeitadas e trabalhadas de acordo com as recomendações médicas para que a criança continue se desenvolvendo, mas no ritmo dela.

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