Como ensinar seu filho a se defender sem violência
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Como ensinar seu filho a se defender sem violência

A inteligência emocional é muito importante para evitar conflitos e fortalecer a autoestima das crianças

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Você não precisa incentivar a violência para ensinar seu filho a se defender. É importante que a criança aprenda a ter uma postura defensiva em situações que a coloquem em perigo ou constrangimento, pois assim ela evitará problemas e se tornará mais forte emocionalmente.

Por mais que queiram, os pais não podem estar presentes em todos os momentos para defender os filhos. Então, o melhor que podem fazer é ensiná-los a agir nas situações adversas, pois certamente eles vão encontrar pessoas mal-intencionadas pelos caminhos da vida.

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Como ensinar seu filho a se defender sem violência?

De acordo com as orientações do Instituto de Crescimento Infantojuvenil, a principal iniciativa dos pais é fortalecer o filho emocionalmente para lidar com as mais diversas situações.

Atenção, pois isso não significa que os pais devam dizer aos meninos que eles não podem chorar ou dizer às meninas que elas devem sempre sorrir e baixar a cabeça para as ofensas, evitando confrontos.

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É importante, sim, que os pais reforcem, todos os dias aos seus filhos, que eles são pessoas boas, fortes e capazes, do jeito que são. É importante desenvolver a autoestima da criança para que ela não se sinta intimidada em uma situação de bullying, por exemplo.

É importante, também, que os pais preparem seus filhos em casa para diferentes situações que possam encontrar fora de casa. Que expliquem como agir em certas situações, evitando a violência e o confronto, mas não por medo, e sim, por saber que o problema está com a pessoa que profere as agressões.

As crianças não têm a mesma experiência de vida dos mais velhos. Elas veem o mundo por uma perspectiva mais crua, superficial. Além disso, costumam agir por impulso. Então, quando são preparadas para situações em que normalmente teriam esse tipo de comportamento, elas percebem que é mais inteligente ignorar a provocação e procurar um adulto de confiança para buscar apoio.

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Segundo a Mestre em Necessidades e Direitos da Criança e do Adolescente, Vilma Medina, os pais podem dar algumas lições importantes aos filhos, e relembrá-las sempre quando necessário:

Não dar importância ao comentários cruéis

Quando seu filho se deparar com uma situação de bullying, ele deve saber que, a criança que o está provocando, está dizendo coisas que são reflexo dela mesma. Quando uma criança é cruel com outra, muitas vezes significa que alguém está sendo cruel com ela.

Buscar ajuda de um adulto

Seu filho precisa saber para quem ligar ou pedir ajuda quando surgir uma situação de violência. Devolver a violência quase sempre acaba mal, mas para evitar ao máximo fazer isso, ele deve saber com quem pode contar, esteja onde estiver.

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Ensinar a empatia

Seu filho deve ter claro na mente que violência só gera mais violência. É mais importante ensiná-lo a ter empatia, compreendendo que uma pessoa agressiva tem problemas, ao invés de ensiná-lo a agredir de volta. Ele deve se retirar da situação ao invés de continuar mantendo o clima de provocação e violência.

Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você

A empatia, na prática, também diz respeito a tratar os outros da forma que você gostaria de ser tratado. Esse ensinamento é importante não só para seu filho ser emocionalmente mais forte, mas também para evitar que ele se deixe levar por colegas com predisposição à violência e veja essa atitude como algo a se copiar.

Evitar estar sozinho

Enquanto seu filho não tiver total capacidade de se defender das situações, e principalmente se ele já souber que existem “valentões” na escola ou em outro grupo que ele participa, oriente-o para evitar essas pessoas e procurar andar sempre acompanhado de um amigo da confiança dele.

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Parabenizar pelas atitudes corretas

Incentive seu filho a lhe contar como foi na escola ou em outros lugares que ele frequenta. Tenha interesse em saber, pois, ele vai criar o hábito de lhe deixar informado sobre as coisas boas e ruins que acontecerem. Então, quando ele vier contar que agiu da forma como foi orientado por você, dê os parabéns, ouça o que ele tem a dizer e reforce os ensinamentos.

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