Os cães são chamados de melhores amigos do homem não é à toa. São muitas as histórias de cachorros fiéis que ficam à espera de seus tutores, seja em casa ou na porta do hospital, sem saber que eles já faleceram e não vão mais voltar.
Foi isso que fez a cadelinha Latifah, que ficou durante 15 dias em frente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Doutor Matheus Santamaria, em Guarujá/SP, esperando seu tutor desde quando ele deu entrada na unidade e não saiu mais, pois não resistiu à covid-19.
Então, uma foto de Latifah em uma clínica veterinária foi divulgada nas redes sociais para ser adotada, e chegou até a professora Elizabeth Ribeiro, que resolveu adotá-la.

Em entrevista para o G1, Elizabeth contou que soube da história de Latifah alguns dias após a morte de sua mãe. Então, ela e a filha decidiram que adotariam Latifah para que ela ganhasse um novo lar cheio de amor e também enchesse a casa de alegria. O luto de cada uma seria vivido com menos sofrimento.
“Quando chegamos ela estava muito amedrontada, pedindo muito amor, carinho e cuidados. Foi amor a primeira vista”, relembra a professora, quando foi buscar Latifah na casa da veterinária que a acolheu até que fosse adotada.
Antes, a cadelinha era chamada de Esperança, mas então Elizabeth e a filha decidiram chamá-la de Latifah, de origem árabe e que em português significa adorável e amigável. “O nome é perfeito para ela”, comentou Elizabeth.

Na casa da professora já havia uma outra cadelinha, a Luna, que também estava sozinha, sentindo falta da mãe de Elizabeth. “Tinha medo dela estranhar, mas na verdade a Luna gostou da companhia da nova irmã e hoje uma cobre a solidão da outra”, observa.
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