Já contamos aqui algumas histórias de pessoas que resolveram ir atrás de seus sonhos depois de se aposentarem. Hoje, a história é da aposentada Maria Nascimento, 73 anos, que parou de estudar aos 10 e só pôde retomar os estudos há pouco tempo.
Há 8 anos, quando o marido de Maria faleceu, seus três filhos a encorajaram a continuar os estudos de onde havia parado na infância. Então, ela não hesitou e foi atrás do que queria.
Maria voltou a estudar, concluiu o Ensino Fundamental, depois o Médio, aos 72 anos, e agora ela vai entrar na faculdade para cursar Psicologia.
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“A escola era muito longe de casa. Morávamos em uma fazenda e meu pai tinha que nos levar a pé. Saímos de casa às 8h para entrar às 13h. E voltávamos tarde da noite”.
Apesar de ter tido que abandonar os estudos tão cedo, Maria sempre se sentiu inspirada a estudar, principalmente por causa do avô, que fez três anos de medicina e tinha uma farmácia, onde atendia as pessoas.
“Mas eu vivia com papel e lápis nas mãos. Gostava de brincar de ser professora e pedia aos meus pais para voltar à escola”.
Depois, a vida lhe trouxe um casamento precoce, aos 16 anos. Ela teve o primeiro filho e a família mudou para Ouro Verde de Minas, em Minas Gerais, onde nasceram os outros dois filhos do casal. Passada uma década, a família migrou para São Paulo, onde vive há 35 anos.
Nessa época foi seu marido que não queria que ela voltasse para a escola. Como foi criada para ser submissa, ela apenas fazia as vontades dele.
“Meu marido não concordava que eu estudasse. No início ele dizia que eu tinha que cuidar das crianças e da casa”, relembra.
Mas, em 2017, tudo mudou. Aos 68 anos, a aposentada ingressou no primeiro ano do ensino fundamental por meio do EJA (Ensino para Jovens e Adultos), e concluiu essa primeira fase aos 70 anos.
“Falavam que, quando eu chegasse no curso, onde teriam mais jovens, eles ririam de mim”, lembrou.
Mas, felizmente, a recepção foi o oposto disso. “Ao me apresentar, contei para os professores e para a diretora sobre meu receio de que rissem de mim, e tanto elas quanto os outros alunos me acolheram”.
Com informações de Agência Mural/Só Notícia Boa

