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Aos 90 anos, aposentado faz vestibular e começa faculdade de arquitetura

Depois de anos fora das salas de aula, Carlos Augusto decidiu realizar um desejo antigo

Aos 90 anos, aposentado faz vestibular e começa faculdade de arquitetura
Crédito: Divulgação Centro Universitário Barão de Mauá

Nunca acredite que você não possa realizar seus sonhos por ser “velho demais”. Sonhos não têm data de validade e nunca é tarde demais para realizá-los. O melhor exemplo disso é a história de Carlos Augusto Manço, um aposentado que, aos 90 anos, voltou à sala de aula. Agora ele frequenta a faculdade de arquitetura, que sempre almejou, dando o exemplo de que sonhos podem ser realizados em qualquer idade.

Conheça a história

O calouro Carlos Augusto estuda na faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Barão de Mauá, em Ribeirão Preto, São Paulo. Ele resolveu voltar para a sala de aula para aperfeiçoar os seus conhecimentos. Além disso, ele não possui faltas no seu histórico e a prova do vestibular foi muito difícil.

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Crédito: Divulgação Centro Universitário Barão de Mauá

Carlos Augusto trabalhou por 35 anos no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto e também no Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp), como desenhista de projetos. A carreira como desenhista não foi uma escolha por paixão dele, e sim pelo emprego que conseguiu no Dearp aos 19 anos.

Foi nesse departamento que Carlos Augusto aprendeu a desenhar e pegou gosto pela atividade. Na juventude, ele pensou em cursar a faculdade de arquitetura, mas como não podia pagar optou por se formar em um curso técnico de Desenho Industrial.

Quando resolveu voltar a estudar, ficou dividido entre a arquitetura e biologia, pois tem paixão por cuidar de orquídeas. Mas escolheu a arquitetura, pois assim poderia aprimorar os seus conhecimentos adquiridos em 35 anos de trabalho.

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Crédito: Matheus Urenha/A Cidade

Ao chegar à sonhada faculdade, Carlos Augusto diz que foi bem recebido por professores e colegas de turma, até participou do trote com os outros calouros, e recebeu o apelido de “Juventude” pelos seus veteranos. E como tem experiência em algumas matérias do curso, ele ajuda os colegas quando eles precisam.

Mas ter experiência em algumas matérias do curso não significa que está sendo moleza. Ele já levou algumas broncas dos professores por não entregar trabalhos e também já tirou zero em uma prova. Segundo ele, os anos parados o deixaram com “a cabeça dura”. Mas agora já conseguiu estabelecer uma rotina de estudos.

O estudante pretende conseguir cursar os 5 anos da graduação e se formar. Porém, não pretende voltar ao mercado de trabalho. Até já recebeu uma oferta de estágio, mas recusou por dois motivos: o primeiro é que isso tiraria o tempo que ele se dedica aos estudos.O segundo é que ele não acha justo ocupar o lugar dos jovens no mercado de trabalho. A única possibilidade é um dia montar um escritório de arquitetura com outros associados.

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