Mónica Romero é uma esposa, mãe e avó argentina, que fez sua primeira viagem de bicicleta aos 55 anos. Ela foi ao Oriente Médio e completou seus 60 anos no nordeste brasileiro.
“Claro que sempre me perguntam como, sendo esposa, mãe e avó, me permito essas aventuras e respondo que estou na melhor idade, em que meus filhos estão crescidos e o corpo ainda responde perfeitamente”, contou Mónica.
Ela simplesmente resolveu que estava na hora de aproveitar a vida de um jeito diferente, e que aquele era o momento certo, já que os filhos estavam criados, a saúde estava boa e a família lhe deu todo o apoio.
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“Devo admitir que tenho uma família muito especial, meu marido é militar e também passou muito tempo viajando e fazendo campanhas na Antártica, que é o que ele adora fazer”.

“Que surpresa minha! No meu primeiro passeio pedalei 36 km com absoluta facilidade e em três horas”, disse com orgulho.
“Fiz meus cálculos e disse a mim mesmo: se em um dia posso pedalar 60 km, em dez dias posso fazer 600, e em um mês 1.800 e em quantos dias…. Uau!”.
Ela contou que a vontade de viajar pelo mundo vem desde pequena, sob a influência do pai, que a levava junto para se aventurar em vários lugares.

Mas que, como tinha se casado cedo e já tinha 3 filhos para criar com apenas 24 anos de idade, o desejo das viagens foi sendo adiado.
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Enfim, aos 55 anos, Mónica deixou seu emprego em design de interiores e planejamento de eventos, e passou a fazer trabalhos informais para se sustentar durante as viagens.
Mónica conheceu a Europa em sua bicicleta, foram seis países, seis capitais e 2800 km. Em 2017, ela percorreu alguns países muçulmanos por três meses, onde pôde apreciar sua própria cultura ocidental de outra perspectiva e colocar em prática valores tão importantes como respeito, tolerância e empatia.
Dois anos depois, ela fez uma viagem extraordinária de Bikaner, no norte da Índia, a Katmandu, no Nepal: “3.800 km em 128 dias. Foi a jornada mais desafiadora de todas”.

Atualmente, aos 60 anos, as aventuras continuam e as lições de vida nunca cessam. Os planos de Mónica são visitar os países mais desfavorecidos, e seus próximos destinos serão Cuba, Venezuela, Tailândia, Vietnã, Marrocos, Tanzânia e Madagascar.
Através de suas palestras e grupos, ela encoraja a todos aqueles que, independentemente da idade, também querem honrar seus sonhos.
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“Viajando sozinho, nunca se está sozinho, porque se viaja totalmente receptivo a tudo que aparece pelo caminho. Novos amigos, novos professores, novas lições. Viajar para conhecer e conviver com outras culturas nos dá a oportunidade de nos olharmos no espelho de outros, tão diferentes e tão iguais a nós”, concluiu.
Fonte: Los Andes

