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Meu Deus!Meu Deus!

Anticoncepcional deixa mulher completamente paralisada

A ingestão do medicamento desencadeou um distúrbio genético que quase a levou à morte
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Crédito: Katrina Parra/MDWfeatures

Katrina Parra, uma jovem venezuelana de apenas 26 anos, passou meses ingerindo a pílula sem saber que era ela quem estava lhe deixando doente. Por conta de uma síndrome rara, o anticoncepcional deixa mulher completamente paralisada.

O distúrbio genético, chamado de porfiria aguda intermitente, é caracterizado pela ausência de processamento da enzima HMB-sintase e é desencadeada por agentes externos.

Entenda o que houve com Katrina

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Crédito: Katrina Parra/MDWfeatures

Era véspera de Natal e a família de Katrina estava se preparando para a ceia quando ela começou a se sentir muito mal. Com fortes dores abdominais, ansiedade, vômito e muita fraqueza, ela decidiu procurar ajuda médica.

Há alguns meses, ela tinha sentido algo semelhante, porém muito mais leve, indo para a emergência e tomando somente o soro. Dessa vez foi diferente: começava ali uma saga até a descoberta da verdadeira causa dos sintomas.

Katrina teve que passar por diversos exames e procedimentos, tomando medicamentos inadequados, até desenvolver uma infecção generalizada, dada a péssima condição do seu organismo.

Com o envolvimento de diversos profissionais, eles tentavam curar Katrina, porém nada resolvia. Ela começou a perder o movimento da língua e o corpo começou a falhar, já no hospital, deixando de se movimentar e falar.

Vários médicos e vários medicamentos depois, ela já tinha perdido as esperanças de cura. Chegaram a sugerir para sua mãe que se tratava de uma doença psicológica, o que a deixou realmente enfurecida. Com muitas pesquisas, tentativa e erro, acabaram encontrando a verdadeira causa de todo o problema: a porfiria aguda intermitente.

A descoberta

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Crédito: Katrina Parra/MDWfeatures

Foi então que os médicos compreenderam que se tratara de algo mais complexo e, depois de oito meses de sofrimento, conseguiram descobrir a origem da doença. O anticoncepcional deixa mulher completamente paralisada.

Porfiria é uma doença de cunho genético (passada de pais para filhos) que normalmente não interfere no dia a dia, sendo assim muito difícil de diagnosticar. Ela pode desencadear crises agudas e desaparecer, deixando seu tratamento mais complexo. O que se deve fazer é buscar o agente que desencadeia e eliminar da vida do paciente.

No caso de Katrina, eram os anticoncepcionais. Sem saber do problema, ela continuou tomando o medicamento até quando estava no hospital, agravando cada vez mais o caso. Ela afirmou em uma entrevista que sua vontade era morrer, para acabar logo com o sofrimento, dada a proporção que a doença tomou.

Hoje, quase totalmente recuperada, Katrina é instrutora de fitness e se dedica à disseminação de informações sobre a doença, tão pouco conhecida e perigosa. Ela ainda não sente os dedos dos pés, mas afirma que não interfere em nada, seguindo assim com uma vida normal.

Porfiria intermitente aguda

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Crédito: Katrina Parra/MDWfeatures

A porfiria intermitente aguda é desencadeada por fatores externos como medicamentos, estresse, jejum prolongado, uso de bebidas alcoólicas e outros. Ela faz com que a quantidade de oxigenação nas células seja reduzida, deteriorando e enfraquecendo todo o organismo. Foi exatamente isso que aconteceu no caso do anticoncepcional deixa mulher completamente paralisada.

Seus principais sintomas são:

  • Dores abdominais;
  • Prisão de ventre;
  • Náuseas e vômito;
  • Aceleração dos batimentos cardíacos;
  • Pressão alta;
  • Insônia;
  • Dores nas pernas e braços;
  • Fraqueza;
  • Sudorese;
  • Agitação e ansiedade;
  • Redução e dificuldade ao urinar.

Crises mais graves podem levar à paralisação da musculatura dos membros e até parada respiratória, como no caso do anticoncepcional deixa mulher completamente paralisada. Como sequelas, podem ficar a dormência nas extremidades, hipertensão, doenças renais e hepáticas.

O diagnóstico deve ser feito no momento da crise, com a coleta e imediata análise da urina do paciente, através do teste Watson-Schwartz, que evidencia a presença do porfobilinogênio. Depois de realizado o diagnóstico, o tratamento começa com a eliminação do fator que possa ter desencadeado a doença.

O tratamento em crises mais leves é realizado com glicose e nos mais graves, com um medicamento chamado hemina humana, que somente o médico pode prescrever e em casos comprovados da presença da doença.

Por ser uma enfermidade genética, não há como evitar sua presença no organismo, mas há sim como evitar crises. Procure manter uma alimentação saudável, equilibrada, sem jejuns periódicos e sem excesso de álcool.

Pratique atividades físicas que visem oxigenar o organismo e tenha sempre acompanhamento médico, principalmente se ingerir a pílula, para reduzir as chances de ter trombose.

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