Mãe confia no seu instinto e salva a vida da filha que tinha caído da escada
Crédito: Reprodução Facebook
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Mãe confia no seu instinto e salva a vida da filha que tinha caído da escada

Depois de ser liberada por dois médicos, mãe confiou na sua intuição e levou a um terceiro. Foi o que salvou a vida da sua filha

Intuição feminina é poderosa, mas o que dizer do instinto materno? Pois foi exatamente ele que salvou a vida da pequena Pérola, depois de ter caído da escada. Conheça a sua história e veja o que fazer em caso de acidente onde a criança bate a cabeça.

Mãe salva a filha com sua persistência

A pequena Pérola é sapeca, criativa e agitada, como toda menina de 3 anos. Um dia, brincando em casa, ela estava usando uma saia da mãe – toda linda e charmosa – quando tropeçou na barra. Infelizmente, ela estava perto da escada e acabou caindo. Logo depois da queda, formou-se um galo na cabeça da menina.

A mãe, Nanda Oliveira, de 39 anos, colocou gelo e pomada para amenizar, mas ela chorava muito e reclamava de dor. Foi então que decidiu levar a filha ao hospital, para ver se não tinha sido nada demais. Ao chegar, a plantonista sequer olhou para Pérola, só receitou um remédio para dor e recomendou que não a deixasse dormir. Indicou também que ela marcasse uma tomografia, quando fosse possível.

Elas então voltaram para casa, mas a pequena ainda sentia dor e muito sono. Nanda sabe que sono não é um bom sinal, então decidiu ouvir uma segunda opinião. Foi no dia seguinte com Pérola para a cidade vizinha e a levou ao hospital. Lá chegando, foi atendida por um cirurgião, o que a deixou mais aliviada e esperançosa.

Realidade

Mãe confia no seu instinto e salva a vida
Crédito: Reprodução Facebook

Para sua frustração e indignação, ele somente perguntou se ela tinha vomitado ou desmaiado. Ela disse que não, mas que estava muito molinha, sonolenta e com dor. Ele olhou o galo formado e disse que não era nada, que fazer o exame iria apenas expor a pequena a muita radiação. E assim ela foi liberada novamente.

Ela sabia e sentia que tinha alguma coisa errada. Mesmo que dois médicos, incluindo um cirurgião, dissessem o contrário. Foi então que ela persistiu e, no dia seguinte, levou a filha a uma clínica particular. Lá, a encaminharam para fazer o exame e, quando terminou, o médico disse que ela teria que ser operada imediatamente.

Pérola estava com uma hemorragia no cérebro e uma fissura no crânio, devendo operar o mais rápido possível. Segundo o médico, se ela não insistisse em procurar o diagnóstico correto, poderia não dar bom dia para sua filha nunca mais. Foram 4 horas de cirurgia, dois dias na UTI e ela ficou completamente recuperada e sem sequelas. Tudo, graças à persistência de uma mãe.

Cuidados depois de uma queda

Mas será que em toda queda, se deve fazer exame de imagem? Quem responde a essa dúvida e dá outras orientações é a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), órgão oficial do Governo. De acordo com a Dra. Milena De Paulis, secretária do Departamento Científico de Emergências da SPSP, você deve ter alguns cuidados depois de uma pancada na cabeça:

  • Nem toda queda precisa ser tratada por um médico, somente as mais severas;
  • Crianças abaixo de 2 anos devem, em geral, ir ao médico caso batam a cabeça;
  • Quedas de mais de 2 metros de altura requerem atenção médica também;
  • Da mesma forma que aquelas que ultrapassem 4 degraus da escada;
  • Se ficar desmaiada por um minuto após a queda, a pessoa deve ser encaminhada imediatamente ao atendimento;
  • Sangramento pelo ouvido ou nariz, depois de bater a cabeça, são sinais de que se precisa de maiores cuidados;
  • Cinco episódios de vômito em menos de uma hora são indicativos de que se precisa levar ao hospital;
  • Se a criança dormir e você não conseguir acordar facilmente, leve ao hospital.

Mas e a tal radiografia, ela pode ser útil? Na maior parte dos casos, não, somente se houver fissura do crânio, o que vale pedir também uma tomografia. Isso porque o raio x não mostra coágulos, sendo menos eficaz. Mas a médica recomenda cautela, pois a tomografia “não é isenta de malefícios para a saúde da criança, principalmente no que diz respeito à irradiação”. Então, bom senso e – se achar que é necessário realmente – um pouco de persistência são necessários.

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