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Jovem teve o corpo queimado quando era bebê e hoje é exemplo de autoaceitação

Em seu Instagram ela inspira pessoas a se libertarem dos olhares, opressões e rótulos da sociedade

Crédito: Instagram Allana Krysna

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Quando Allana Krysna tinha apenas 1 ano e 10 meses, sofreu um acidente doméstico que queimou 47% do seu corpo. A bebê foi para a cozinha e lá encontrou um palito de fósforo que sua irmã de 4 anos tinha deixado cair. Quando ela acidentalmente riscou o palito na própria roupa, seu corpo começou a queimar.

“Eu peguei fogo muito fácil e a pele de bebê é muito sensível, então foi muito rápido. Queimou 47% do meu corpo”, afirma ela, em entrevista ao VIX.

Allana foi levada às pressas para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) em Brasília. O processo de recuperação foi lento, pois ela teve complicações durante a internação.

“Fiquei internada na UTI, peguei uma bactéria hospitalar, tive pneumonia, tive anemia… Foi um processo bem demorado”, explica Allana.

Foram nada menos que 93 dias de hospital até que ela finalmente recebeu alta. Mas, como ainda era muito pequena, os pais foram preparados para ver sua filha ser submetida a uma série de cirurgias ao longo da vida.

“Desde então, eu não deixei de fazer cirurgias. Já foram mais de 20 ao longo da minha vida, todas reparadoras”.

As cirurgias não são apenas estéticas, para melhorar a aparência da pele. Enquanto o corpo de Allana foi crescendo, as partes queimadas foram apresentando menos elasticidade, e por isso as cirurgias precisaram ser feitas, a fim de permitir o crescimento normal do seu corpo, sem machucados.

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Mas, apesar de tudo, Allana convive muito bem com a aparência do seu corpo. Ela sempre recebeu todo o cuidado psicológico da família para que soubesse lidar com as marcas e levar a vida normalmente, com orgulho de ser do jeito que é.

“Minha mãe sempre me ensinou a lidar com as cicatrizes do jeito que elas são. Ela me ensinou que cicatrizes são só cicatrizes e que todo mundo tem – as minhas só são grandes”, diz a jovem.

Para inspirar e encorajar outras pessoas a se aceitarem e se amarem, Allana tem um perfil no Instagram onde publica diversas fotos do seu corpo, usando todo tipo de roupa que tem vontade e sempre com uma mensagem de empoderamento.

“Hoje, eu estou viva, então não tem por que eu sentir vergonha das minhas cicatrizes. É a marca da minha vida, então eu sinto orgulho delas e tento me libertar dos olhares, opressões e rótulos da sociedade. Busco ser eu mesma e não deixar de viver”, finaliza.

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