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Como identificar os sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes

Fique atento aos sinais de mudança de comportamento e indícios físicos. Se houver suspeita ou evidências, denuncie!

Crédito: Freepik

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Segundo informações do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), no período de 1º de janeiro a 12 de maio de 2021 foram recebidas mais de 6 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes pelo Disque 100.

O termo “violência sexual” se refere a quando o adulto induz ou força crianças ou menores de idade à prática sexual, geralmente, utilizando ameaças, força física ou algum tipo de sedução. Esse cenário pode acontecer tanto dentro da família – com pais, avôs, tios e padrastos — quanto fora, durante o período escolar ou de atividades extracurriculares da criança.

Muitas crianças e adolescentes, por serem inocentes e não terem acesso à informação sobre o tema violência sexual, sofrem em segredo. Vivem sentindo medo e passam a desenvolver ansiedade, depressão, agressividade e outros problemas que vão afetar seu desenvolvimento para sempre, caso não recebam ajuda.

Veja como os adultos devem prestar atenção ao comportamento das crianças para saberem identificar um possível caso de abuso sexual e denunciar.

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Sinais de abuso sexual em crianças e adolescentes

A criança ou o adolescente que sofre violência sexual não tem o costume de contar sobre as agressões ou intimidações sofridas, pois, geralmente, são chantageadas pelo agressor. Por isso, para saber se o seu filho ou conhecido está passando por essa situação, fique atento aos seguintes sinais.

Mudanças de comportamento

Introspecção, alterações repentinas de humor, agressividade, medo descontrolado, regressão a um comportamento infantil que já tinha passado (fazer xixi na cama), falta de concentração, sono conturbado, aparência descuidada. Repare também se essa alteração de comportamento acontece em relação a alguma pessoa em específico ou alguma situação a qual a criança é exposta.

O abusador por perto

Geralmente, o abusador infantil está mais próximo do que você imagina. Na maioria das vezes é alguém da família. Isso contribui para que a criança seja manipulada a não dizer nada, mas ela vai mudar seu comportamento quando estiver próxima dessa pessoa.

Evitar o assunto e dizer que tem segredos

Para manter a criança ou o adolescente calados, os abusadores têm o hábito de dar presentes, dinheiro ou agrados, a fim de criar uma boa relação com a vítima. Por isso, oriente o seu filho a não manter nada em segredo, estabelecendo um diálogo de amor e confiança com ele.

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Comportamentos sexuais

Muitas crianças que foram abusadas começam a se interessar por questões sexuais, fazem brincadeiras e desenhos voltados ao assunto. Então fique de olho, pois não se trata de um interesse precoce, mas sim, um alerta para um trauma que está se formando.

Vestígios físicos

As crianças abusadas também podem apresentar sinais de violência no corpo (feridas, arranhões, queimaduras, hematomas), além de doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. Também pode surgir enfermidades de causa emocional, como erupções na pele, dores digestivas, dores de cabeça, vômito, entre outras.

Baixo rendimento escolar

Fique atento se a criança perdeu o interesse pela escola, pelo convívio com os colegas, tem dificuldade de concentração ou em aprender o conteúdo, opta pelo isolamento ou deixou de realizar as atividades propostas pelos professores.

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Denuncie

Se você tem suspeitas ou confirmação de violações de direitos humanos de crianças e adolescentes, deve denunciar. O ideal é entrar em contato com órgãos que encaminhem e forneçam o acompanhamento necessário para cada situação relatada.

Disque Direitos Humanos – ligue 100

O número funciona em todo o Brasil, todos os dias da semana e a ligação é gratuita. A sua denúncia pode ser anônima. Em 24 horas, a sua informação é encaminha aos órgãos competentes.

Delegacias especializadas

Todos os municípios têm delegacias específicas para violação do direito da criança e do adolescente. Para saber qual é a unidade mais próxima de você, baixe o aplicativo Proteja Brasil.

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Delegacias comuns

Se não existe uma delegacia especializada no seu município, procure uma unidade comum e faça a denúncia.

Conselho Tutelar

No portal da Secretaria de Direitos Humanos, é possível encontrar uma unidade em sua cidade.

CREAS/CRAS

O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) são órgãos que disponibilizam atendimento para crianças e adolescentes vítimas de violência sexual. Encontre uma unidade mais próxima de você pelo site do Ministério de Desenvolvimento Social.

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Ministério Público

O órgão disponibiliza um Centro de Apoio Operacional (CAO) que garante os direitos das crianças e dos adolescentes.

Polícia Rodoviária Federal

Em qualquer hora e dia da semana, disque 191. Esse número é para denunciar violência e exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais.

Polícia Militar

Se a denúncia tem cunho emergencial, ligue para o 190. O atendimento é 24 horas, qualquer dia da semana. A chamada é gratuita.

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Crimes na internet

Safernet: Site aceita denúncias contra os direitos humanos na internet. Entre eles, tráfico de pessoa e pornografia infantil.

Proteja Brasil: Aplicativo dinamiza denúncias de violência contra crianças e adolescentes, além de fornecer dados de instituições que garantem os direitos das vítimas — delegacias, conselhos tutelares e outros órgãos.

123 Alô!: Site voltado para crianças e adolescentes que precisam dialogar, de forma confidencial, sobre assuntos íntimos e delicados. Esse serviço funciona por telefone (0800 0 123 123) ou chat no portal. Atendimento disponível só nos dias de semana e horário comercial.

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Acolhimento

Reconhecer e enfrentar o problema nem sempre é fácil, porém, é extremamente importante. Só dessa forma será possível amenizar o trauma moral, social, emocional e físico da vítima, causado pelo abusador. Mesmo que você queira ajudar a vítima e acolhê-la na sua casa para evitar um novo episódio de abuso, precisa fazer a denúncia e levá-la a uma assistência social ou conselho tutelar.

Quando o atendimento for extensivo à família, procure pelo CNRVV – Centro Nacional de Referência às Vítimas de Violência, do Instituto Sedes Sapientiae para solicitar auxílio. O Centro, que fica na cidade de São Paulo, atua de forma multidisciplinar e não tem fins lucrativos: (11) 3866-2730.

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